sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Temas Transversais: uma perspectiva Globalizante



Temas transversais: uma perspectiva globalizante


Os temas transversais surgiram na educação na década de 90 a partir de questionamentos sobre qual deveria ser o papel da escola dentro de uma sociedade, sendo eles: ética, pluralidade cultural, saúde, orientação sexual, meio ambiente e trabalho e consumo. Tinham como eixo principal a idéia de trabalhar as temáticas de forma transversal, ou seja, relacionada ou interligada com as demais disciplinas da educação formal, se preocupando em não colocar de lado os conhecimentos disciplinares e as teorias que tanto nos ajudaram e ainda nos ajudam as esclarecer o Universo, mas usá-las para fazer abordagens de acordo com o contexto e a realidade vivida em determinado momento.
Ao ler e ouvir sobre Transversalidade na Educação, não é difícil concluir sobre sua potencialidade na educação, na vida daqueles que passarão pelas mãos dos educadores e concomitantemente para sociedade como um todo. De fato, educar para formar cidadãos críticos em relação, a política, ética, meio ambiente ,diversidade, trabalho e consumo é imprescindível para o seu próprio futuro e para o futuro da sociedade. Uma escola relevante é uma escola que contribui com a transformação da comunidade na qual está inserida. (APOLINÁRIO s/d)
De acordo com ARAÚJO (2000),
Um dos países que aprofundou essa proposta foi a Espanha, que ao reestruturar o seu sistema escolar, em 1989 fez a inclusão de temas transversais sistematizada em um conjunto de conteúdos considerados essenciais para sua realidade. No Brasil, a proposta se deu à partir de 1997/1998. ARAÚJO (2000)
Bons exemplos são observados nas redes municipais que desenvolvem programas ligados ao meio ambiente, ética, cultura popular e saúde escolar. É possível encontrar muitos projetos desenvolvidos em todo país, nos quais professores, alunos e toda a equipe estão comprometidos de verdade; há projetos, inclusive até premiados, como o de uma escola do nordeste que contribuiu para a mudança de comportamento de toda comunidade escolar em relação ao meio ambiente. Entre tantos projetos realizados pelas escolas, percebemos que a maior parte é relativa ao meio ambiente. Acredito que o fato seja decorrente das agressões e alterações bruscas que o meio ambiente vem sofrendo no decorrer do desenvolvimento, em ritmo intenso, da sociedade.
A prática da Educação Ambiental tem como uma de suas metas contextualizar o ensino, trazendo problemas atuais para as salas de aula, onde o professor e alunos são agentes do processo de formação, dialogando, trocando idéias e experiências na busca por soluções. Esta é a proposta didático-pedagógica da Pedagogia Relacional: proporcionar ações coletivas e contextualizadas. Elaine Frade diz que:

na Pedagogia Relacional, o paradigma que se apresenta fortemente, baseia-se numa proposta de visão global do conhecimento, em que as ações didático-pedagógicas vão além da simples memorização de conteúdos ou de ações individualizadas que não possuam significado coletivo e contextualizado. (FRADE: 2010, p. 65)
Trabalhando com meio ambiente e demais temas transversais nas escolas é possível e prazeroso aprender através da realidade, sendo importante relacioná-la com a teoria, tendo a oportunidade de analisar cada questão de perto; e é isso que muitas vezes vai transformar a forma de pensar dos envolvidos. Segundo Jaime Tadeu de Oliveira:

as áreas convencionais devem acolher as questões dos temas transversais de forma que seus conteúdos as explicitem e seus objetivos sejam contemplados. P.e., a área de ciências naturais inclui a comparação entre os principais órgãos e funções do aparelho reprodutor masculino e feminino, relacionando seu amadurecimento às mudanças no corpo e no comportamento de meninos e meninas durante a puberdade e respeitando as diferenças individuais. Desta forma, o estudo do corpo humano não se restringe à dimensão biológica, mas coloca esse conhecimento a serviço da compreensão da diferença de gênero (conteúdo de orientação sexual) e do respeito à diferença (conteúdo de ética). (OLIVEIRA: 2001)

Pode-se perceber na afirmação acima, que não se trata do professor abrir mão de algumas aulas para tratar especificamente de temas transversais, mas estar apto para trabalhar a relação existente entre eles.
Diante dessa perspectiva, deve-se, previamente, ater-se a algumas questões: essas temáticas são abordadas durante a graduação? Estariam os professores preparados e estimulados, em todos os aspectos, para desempenharem com êxitos essas propostas? Será que o corpo docente recebeu uma formação continuada e sólida sobre os temas a serem abordados? O MEC, ao impor essas ações aos professores, não estaria gerando nos mesmos uma insegurança quanto à sua aplicação, tendo em vista que a perspectiva transversal requer uma transformação da prática pedagógica?
Fazer esse tipo de questionamento é importante para identificar possíveis falhas no sistema e tentar saná-las a tempo; podendo cobrar mais ações, iniciativas mais eficientes e menos superficiais do MEC e das secretarias. Acredito que qualquer profissional que se sinta valorizado diante da função que desempenha, como cidadão modificador, capaz de cumprir sua missão com dignidade e ética, tem o poder de passar essa idéia adiante. Ou seja, um professor, que desempenha um papel fundamental na sociedade – o de formar outros cidadãos e profissionais – precisa ser mais valorizado em nosso país, para, posteriormente, ser cobrado e, então, conseguir maior êxito em suas práticas escolares.
Desta forma, fica claro que, nos dias atuais, com os avanços da sociedade, não é mais possível trabalhar o conhecimento de forma compartimentada; tendo o aluno como apenas um agente passivo que recebe informações fragmentadas e vai acumulando-as na expectativa de um dia usá-las. Ao contrário, é necessário trabalhar de acordo com a perspectiva globalizante, buscando soluções para os problemas abordados. Mediante este novo enfoque, cria-se uma ação pedagógica mais reflexiva que além de problematizar questões importantes, proporciona ao aluno o desenvolvimento de uma mentalidade questionadora, a fim de usar a experiência do conhecimento adquirido em busca de possíveis respostas aos desafios que lhe são apresentados. Cabe ressaltar, ainda, que os profissionais da educação merecem um reconhecimento maior por parte do estado e uma formação mais específica para atender às exigências impostas pelo MEC para desempenharem seu papel na sociedade.


Referências Bibliográficas:

FRADE, Elaine das Graças e amigos. Guia de Estudos: Educação Ambiental na Diversidade. Lavras/MG: UFLA 2010.
OLIVA, Tadeu de Oliveira, Muhringer Sônia Marina. Educação Ambiental: Curso Básico à Distância. Brasília /DF 2001.
FEITOSA, Ailton. Temas Transversais. Disponível em http://www.infoescola.com/Pedagogia.
MEC. Portal do Ministério da Educação. Apresentação dos Temas Transversais. Disponível em portal. MEC.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro081.pdf‎.
APOLINÁRIO, Mauricio. Temas Transversais, entre a Teoria e a Prática nas Escolas. Disponível em http://www.mauricioapolinario.com.br. Acesso em 2012.

Texto referente à Atividade 3.1 da Terceira  Semana 04/11 de novembro




terça-feira, 15 de outubro de 2013

  ENSINAR É MAIS QUE UM OFÍCIO, É UMA VOCAÇÃO.

FELIZ DIA DOS PROFESSORES !

domingo, 6 de outubro de 2013

Populações tradicionais X necessidades de conservação dos recursos naturais



Populações tradicionais X necessidades de conservação dos recursos naturais

Texto 1 –  Correção política e biodiversidade: a crescente ameaça das “populações tradicionais” à Mata Atlântica. Disponível em<http://www.ararajuba.org.br/sbo/livros/ornitologia_conservacao/livro.pdf
Texto 2 – “Populações tradicionais” e a proteção dos recursos naturais em unidades de conservação. . Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/asoc/n5/n5a07

  A leitura dos artigos acima nos propõe uma reflexão minuciosa, uma vez que os dois tratam de questões ambientais sobre duas óticas diferentes. Eles se divergem quanto à reação da natureza em relação à ação das populações tradicionais. O Texto 1  convida os leitores  a pensarem nos impactos ambientais sofridos pela ação dessas populações, tais como: desaparecimento de espécies, superexploração dos recursos do solo, água, madeira,entre outros, encontrando como alternativa para esses problemas, a relocação dessas populações do interior de áreas importantes para conservação para outras unidades onde possam ser implantados projetos que permitam que eles possam viver com dignidade e harmonia como meio ambiente. Já o texto 2 integra essas populações como responsáveis pela preservação de rios, solos, animais,mostrando sua importância para a ampliação dos habitats e para o manejo sustentável, indo contra à ideia que criminaliza seus atos de caça,pesca e utilização dos recursos da floresta para manufatura de utensílios, fundamentais para própria sobrevivência.Temos então,um tema bem complexo,que nos exige mais leituras, informações, dados baseados em pesquisas sólidas, longe de qualquer influência da mídia e de qualquer interesse político,para então tomarmos partidos de uma das causas. No entanto, em um ponto os dois textos se convergem para o mesmo ponto de vista: a necessidade real de interesse político em desenvolver planos, estratégias e políticas que visem o desenvolvimento sustentável, mostrando que através de um seguro monitoramento e fiscalização ambiental é possível utilizar e ao mesmo tempo conservar, dando suporte para que estas populações, onde quer que elas estejam,possam viver de forma humana e digna, pois a pobreza é um inimigo em potencial à natureza.

 Postagem referente à atividade 2.3 - Texto individual - Tendências Pedagógicas da Educação Ambiental

sábado, 28 de setembro de 2013

Reportagem do Yahoo



Terra em 2013 está pior que em 2007

Com 90% de probabilidade, é seguro dizer que a ciência já tinha certeza, em 2007, quando foi divulgado o relatório anterior do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), de que a culpa do aquecimento que o planeta já vem experimentando e sofrerá ainda mais no futuro é do homem. No novo relatório, essa certeza aumentou ainda mais - mas numa proporção ainda maior se elevou o impacto do homem sobre a Terra. O planeta de 2013 é pior que o de 2007 e fica a dúvida se desta vez a mensagem dos cientistas vai conseguir sensibilizar os governantes e provocar ações.
"O IPCC é um corpo científico, fazemos ciência, não fazemos política pública. É a ONU e os governos que têm de ouvir a mensagem científica e agir. Nossa obrigação é mostrar que a urgência está aumentando e é isso que trazemos nesse relatório", afirma o pesquisador brasileiro Paulo Artaxo, da USP, e um dos autores principais do capítulo sobre nuvens e aerossóis.
Essa conclusão, segundo Artaxo, está sintetizada em um dado que num primeiro olhar pode ser de difícil compreensão - a chamada forçante radiativa, que mede o conjunto das interferências humanas no clima. De 2005 (ano base medido no relatório de 2007) a 2011 (usado no texto atual), houve um aumento de 43% nesse valor.
Na prática ela reflete a alteração no balanço radiativo da atmosfera. "O que mantém a vida e o clima no planeta é esse equilíbrio entre o quanto entra de radiação solar na Terra e o quanto sai. A forçante expressa essa diferença", diz.
Quanto mais gases de efeito estufa se acumulam na atmosfera, mais a radiação fica retida. E o valor da forçante sobe. "No final das contas, ela reflete todos os mecanismos com os quais o homem está alternando o clima. E em cinco anos, essa interferência aumentou 43%. É uma alteração brutal", diz.
Ao comparar, nos dois relatórios, os efeitos das mudanças climáticas já sentidos pelo planeta, fica mais evidente essa piora. No texto de 2007, por exemplo, a elevação do nível do mar registrada desde 1901 era de 17 centímetros. Agora são 19 cm. O aumento da temperatura a partir de 1850 era de 0,76°C. No novo relatório, partindo de 1880, o clima esquentou 0,85°C.
Na versão anterior se considerava que o Ártico estava perdendo 2,7% de gelo por década. Na atual, vai de 3,% a 4,1%. Aumentou, ainda, o grau de certeza de que estamos experimentando mais noites e dias quentes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A união faz a força.



 É possível fazer grandes e importantes mudanças, quando estamos unidos lutando pela mesma causa.